Colaboración y sistemas radiales
Sistemas radiales son formas de dinamizar procesos colectivos a manera de ensayos de organismos unificados. Dentro del sistema las identidades individuales se mantienen, pero se contaminan. Así, proponemos que núcleos de dinámica individual ( temas, procesos y universos conceptuales y poéticos de cada participante) activen un proceso grupal a partir de diálogos estéticos cotidianos. El camino que cada artista percurrirá y el resultado al que llegará pueden ser planeados y también desconocidos. El énfasis recae en la búsqueda del terreno colectivo como lugar de coexistencia y espacio de exploración social a partir de principios y preocupaciones creativas.
El diagrama que sigue, representa una dinámica colectiva dividida en tres tiempo-espacios delimitados por las trayectorias de las acciones individuales y sus interrelaciones:

* El primero, se caracteriza por la mirada del artista sobre lo que constituye su universo poético, procesual y conceptual.
* El segundo, abriga el contacto entre las diferentes visiones, el diálogo y el cuestionamiento.
* El tercero consolida el discernimiento de posibles puntos comunes y la construcción de un cuerpo capaz de abrigar los discursos individuales desarrollados en el proceso.
HUASIPICHAY / ideario
El término –huasipichay-, palabra quichua, propone una fiesta, un encuentro, una invitación. En el mundo andino, el término (etimológicamente: huasi-casa, pichay-barrer o limpiar) es utilizado para celebrar una apertura: la inauguración y limpieza de una casa después de un proceso comunitario o minga.
Huasipichay es un proyecto mutable que invita a artistas a reflexionar partiendo de búsquedas autoreferenciales. Adoptamos al arte contemporáneo como mecanismo de intercambio y pretexto de gestión: nuestro objetivo es el de generar un encuentro humano y los diálogos que de este se pueden desprender- la posibilidad de continuar generando movilidad humana y, con ella, un intercambio de información y comunicación de primera mano.
Huasipichay es un sistema colaborativo experimental que investiga posibilidades curatoriales y de intercambio cultural. El foco embrionario parte de contenidos inherentes a la cotidianidad del artista y cómo ésta se convierte en el eje de construcción de su discurso llegando a formar una mirada contextual de la sociedad que habitan.
Una casa es un sitio de confluencia. La unidad básica de la ciudad, el átomo urbano y también un refugio personal que se puede compartir.
Este proyecto fue idealizado por Paúl Rosero Contreras y Leopoldo Ponce a mediados del 2010 y toma forma con la creación de esta página web, que se conceptualiza como el primer refugio para la congruencia y conversación entre los participantes invitados.
Paúl Rosero y Leopoldo Ponce, Junio del 2011
Versión en portugués
Sobre colaboração e sistemas radiais
Sistemas radiais são formas de dinamizar processos coletivos, de forma que a colaboração e o objetivo formem um só organismo, dentro do qual a identidade individual não se perca. É proposto que núcleos de dinâmica individual ( temas, processos e universos conceituais e poéticos de cada artista participante) dinamizem um núcleo coletivo comun, através de um proceso de diálogos entre si.
O caminho que cada artista percorrerá e o resultado deste percurso, são talvez desconhecidos, às vezes planejados, mas com certeza, ao se colocarem num terreno coletivo, tornarão evidentes aspectos ainda inexplorados . A formação de um lugar de co-existencia levanta muitas questões, que são a principal razão para propôr sistemas colaborativos neste formato .
O diagrama abaixo, representa uma dinâmica coletiva, dividida em três tempos- espaços, delimitados pelas trajetórias das ações individuais e suas inter-relações durante o transcurso do projeto.
*O primeiro se caracteriza por um olhar do artista sobre o que constui seu universo poético, processual e conceitual.
*O segundo, abriga o contato entre as diferentes visões, o diálogo, o questionamento.
*O terceiro consolida um discernimento dos pontos comuns e a construção de um corpo coletivo capaz de abrigar os discursos individuais desenvolvidos durante o processo.
HUASIPICHAY
- As relações de poder na arte contemporânea são objeto de constante (re) pensamento e debate enquanto relações desprovidas de atualidade e coerência com as necesidades que nos assaltam no presente. As instituições artísticas internacionais de maior renome, tanto privadas como públicas, tem legitimado e, até certa medida, conduzido sentidos e percursos das esferas latinoamericanas. Muitas dessas instituições, pelo fato de não estar assentadas dentro do nosso continente, trazem à tona o questionamento sobre quais os parâmetros que adotam para abordar temas ou inclinações proprias da realidade latinoamericana e qual influência sua postura exerce sobre nossas formas de produção. Hoje, que alguns fundos culturais internacionais entraram em crise e com isso a persistência de uma práctica artística sustentada pelos mesmos se vê alterada, torna-se evidente a maior necessidade e urgência da criação de novos esforços autogestionados e auto-convocados e a necessidade de estabelecer conexões e trabalhar em rede é uma demanda para dar continuidade à produção e ao desenvolvimento das cenas artísticas que nos competem.
- As cenas de varios países latinoamericanos carecem de suficientes conexões entre sí. Existe pouca ou quase nula relação entre as prácticas culturais locais emergentes, pois é comum que únicamente os agentes muito reconhecidos tenham lugar nos espaços consolidados.
- Pretendemos uma produção de pensamento latinoamericano que nasça de necessidades e inquietações reais, a partir de uma vivência próxima e contextualizada geopolíticamente dentro da situação atual da região. Por esta razão nos baseamos na exploração de universos criativos pessoais e no desenvolvimento de discursos individuais e subjetivos que se desenvolvam distantes dos grandes temas que as cenas dominantes da América do Norte e Europa incitam tratar.
Huasipichay é um projeto mutável, que convida artistas a refletir e discutir a respeito de seus pontos comuns, partindo de buscas auto-referenciais para projetá-las num diálogo internacional. Adotamos a arte contemporânea como mecanismo de intercâmbio e pretexto de gestão: nosso objetivo é o de gerar um encontro humano e incentivar os diálogos que deste possam decorrer- a possibilidade continuar estimulando a mobilidade humana e com ela o fluxo de informação e comunicação em primeira mão.
Huasipichay é um sistema colaborativo experimental que investiga possibilidades curatoriais e de intercâmbio cultural. O foco inicial são os conteúdos inherentes à cotidianidade do artista e como esta se transforma no eixo de construção de seu discurso, chegando a se tornar um olhar contextual da sociedade em que habita.
O termo huasipichay, palavra quechua (etimológicamente huasi-casa, pichay, varrer ou limpar), propõe uma festa, um encontro, um convite. No mundo andino é utilizado para designar a celebração de uma abertura: a inauguração e limpeza de uma casa depois de um processo de construção comunitário ou mutirão.
Uma casa é um lugar de confluência. A unidade básica da cidade, o átomo urbano e também um refúgio pessoal que pode ser compartilhado.
Este projeto foi idealizado por Paúl Rosero Contreras e Leopoldo Ponce em meados de 2010 e se formalizou com a criação desta página web, que é concebida como o primeiro abrigo para a confluência e conversação entre os participantes convidados.
Huasipichay comemora a inauguração da casa, mas também o processo, o conhecimento e acima de tudo, o encontro.
Paúl Rosero e Leopoldo Ponce, Junho de 2011
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